A BELEZA DA FIDELIDADE

Talvez a porção do Fruto do Espírito menos buscada pelos cristãos seja aquela que se refere à fidelidade. Poucas vezes ouço alguém pedindo este fruto em oração. No entanto como precisamos produzi-lo. A palavra “fiel” aparece na Bíblia quase 100 vezes; “fidelidade” aparece mais de 60; “fidedigno”, 03 vezes; “fielmente”, 08 vezes. Tantas ocorrências só podem demonstrar o valor que o nosso Deus dá a esta questão.


Ser fiel é a grande exigência para ser um despenseiro de Deus (2 Co.4:2); sem este atributo ele não terá as chaves dos recursos do Senhor. Como Deus poderia confiar seus recursos a uma pessoa que não é honesta? Talvez seja por isso que muitos crentes, até mesmo pastores, se vêem tão desprovidos da autoridade espiritual para abençoar outras pessoas. A infidelidade faz com que Deus tire do despenseiro a sua porção (Mt. 25:14-30).


Somos infiéis quando fazemos mau uso do nosso tempo, gastando-o sem disciplina e objetividade; quando somos absorvidos pelo entretenimento; quando somos preguiçosos e indolentes, principalmente com as coisas de Deus.


Somos infiéis quando faltamos com a verdade; quando omitimos informações em nossos negócios; quando chegamos atrasados ao trabalho ou saímos mais cedo; quando assinamos um trabalho ou projeto que nós não fizemos.


Somos infiéis quando não pagamos nossas dívidas, inclusive nossos dízimos; quando não devolvemos o que tomamos emprestado, um livro, uma jóia, uma roupa, dinheiro; quando não reparamos o que danificamos: quando não pagamos nossos impostos; quando congeminados com contadores sonegamos o Imposto de Renda. A ordem bíblica é que não fiquemos devendo nada a ninguém, exceto o amor (Rm.13:8).


Somos infiéis quando não cuidamos de nossa família, mesmo quando cuidamos das coisas de Deus; quando não suprimos emocionalmente nosso cônjuge e filhos; quando não cuidamos de nossos pais em suas necessidades básicas; quando nos abstemos das responsabilidades da família; quando nutrimos pensamentos sexuais ilícitos; quando efetivamente mantemos relacionamentos impuros.


O pastor, também está sujeito a todos os pontos citados acima e ainda pode estar sujeito à infidelidade ministerial e denominacional. Ele é infiel quando não prepara os seus estudos (1Tm. 5:17); quando não conhece o estado de suas ovelhas (Pv. 27:23); quando não intercede pelos que lhe foram confiados (1 Sm. 12:23); quando se torna dominador do rebanho e não modelo (1 Pe. 5:3). É infidelidade denominacional quando ele recebe os dízimos dos irmãos e não repassa o que é da denominação que lhe confiou a igreja; quando ele se omite em divulgar os projetos e eventos da denominação a que pertence; quando ele se isola de seus colegas de ministério, principalmente os que são da mesma assembléia de pastores; quando ele ordena pastores por conta própria; quando cria um ministério sustentado em uma visão pessoal e egoísta. Com certeza um dia prestará contas de tudo isso ao Senhor (Lc.12:48).

Uma denominação também pode ser infiel, quando não usa os seus recursos materiais, administrativos e espirituais para fazer o Reino de Deus crescer; quando não promove a unidade e a integração de suas igrejas e membros; quando não dá a visão de crescimento e maturidade aos que são subordinados; quando não se pronuncia diante dos movimentos e das heresias constantes; quando não disciplina e quando não promove o treinamento e a capacitação de seus obreiros.


No entanto Deus nos chama à beleza da fidelidade. É sendo fiel no pouco que o Senhor Deus muito nos confiará.


Que o Espírito Santo produza em nós uma porção deste fruto, que o busquemos em oração e exercício espiritual. Que em tudo sejamos encontrados fiéis.

Pr. Luiz César Nunes de Araújo

Presidente da ICEB

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