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A HISTÓRIA DA NOSSA SALVAÇÃO

Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.


1 Pedro 1:10-12


As redes sociais abriram espaço para muitas histórias de vida. Ali temos gente de todo jeito, contando todo tipo de história e de várias formas. Boas histórias são muito apreciadas.

No entanto, todos nós concordaremos que a maior história, de cunho pessoal, que nós temos para contar é a história da nossa salvação. A salvação da alma é a maior, a melhor e a mais linda história que vale a pena contar. De vez em quando precisamos contar a história de nossa salvação para as pessoas. Ela pode gerar fome de Deus no coração de quem a ouve.

Mas a história de nossa salvação é a mesma história de muitos; as circunstâncias é que são diferentes. O que há de comum em toda história de salvação é que elas têm um ponto central, a obra de Cristo na cruz.


Pedro, ao falar da história da salvação, a conta em três capítulos.


O primeiro capítulo nos diz que a história da salvação foi vislumbrada pelos profetas. Os profetas a viram, ainda que de longe. Eles pesquisaram, inquiriram, buscaram sabedoria espiritual para a compreenderem melhor. Encontramos em Isaías, Jeremias, Daniel, Zacarias, dentre outros, referência ao Salvador e à salvação. No entanto, Pedro diz que eles se encantaram com uma graça destinada a outras pessoas (v. 10). Eles viram de longe o que nós experimentamos hoje. Nem por isso eles se sentiram menos felizes. Aliás a história da salvação alegra tanto ao que a experimenta quanto àquele que recebe a notícia da salvação dos outros (At 15.3).


A maior e melhor notícia que podemos ouvir sobre alguém é que um dia ela foi salva. Salvação é boa nova. João disse: Não tenho maior alegria do que esta, a de saber que os meus filhos andam na verdade (3 Jo 4). A maior alegria que devemos ter, não é porque alguém foi curado, ou teve sucesso em alguma área, mas que foi alcançado pela salvação eterna. Esta alegria ninguém pode tirar de nós, e ela dever ser compartilhada com muito zelo e carinho.


O segundo capítulo conta que a história de nossa salvação foi efetivada por Cristo na cruz. O Espírito de Cristo já estava atuando no passado, nos profetas. Eles viram a Jesus. O que se destacou na visão deles sobre Jesus foi o sofrimento e a glória dele. Isaias o viu sofrer (Is 53). O salmista ouviu o seu clamor (Sm 22). De fato, Jesus sofreu muito. Os apóstolos descrevem o seu sofrimento nos Evangelhos. Mas os profetas também viram a sua glória (Sl 24). Viram aquilo que seria a “morte” e a “ressurreição”. Aliás, a Bíblia nos fala dessa sequência em nossa própria vida (1Pe 4.13; Rm 8.18). Os profetas viram que a nossa salvação foi conquistada com a dor e a glória do Senhor Jesus.


Já o terceiro capítulo nos informa que a história da nossa salvação foi contemplada pelos anjos. Os anjos não foram alvos da salvação, mas eles anelam perscrutar, isto é, entender o plano da salvação. Se a história de nossa salvação trouxe tanta admiração aos anjos é porque vale a pena ser contada para os que podem nos ouvir. Talvez seja por isso que há alegria no céu quando alguém se converte (Lc 15.7).


A história da nossa salvação, vislumbrada pelos profetas, efetivada por Cristo e admirada pelos anjos, é a história mais linda e esta deve ser contada sem medo, sem limites. Devemos cantá-la nas músicas e nos cultos, pois o verdadeiro culto cristão é a recapitulação da história da salvação.


Devemos nos lembrar da história de nossa salvação em nossas orações e em ação de graças; devemos falar dela a este mundo perdido e, assim como os profetas, nos alegrarmos com a graça ministrada aos outros. Podemos nos unir aos anjos nessa alegria celeste ao ver o que Deus pode fazer na vida de uma pessoa em cujo coração Jesus passa a habitar.


Conte aos outros a história de salvação, conte a história da sua salvação. Louve a Deus por ela.


Conte ao mundo o que Deus fez por você.


 

Pr. Luiz César

Presidente da ICEB

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