A IGREJA CRISTÃ EVANGÉLICA E A PLANTAÇÃO DE IGREJAS

Há muito é ensinado em nossas igrejas que a plantação de novas igrejas é responsabilidade de igrejas locais. Este ensino coaduna com o princípio bíblico de que a igreja é como uma árvore, e como árvore o seu objetivo maior é produzir novas árvores. Ao produzir uma nova árvore se cumpre um ciclo na natureza. Da mesma forma, igrejas maduras produzem novas igrejas.


Qual é então o papel de uma denominação na plantação de novas igrejas? Proponho-me a explicar:


As igrejas do Novo Testamento, conquanto várias, estavam todas debaixo da autoridade dos apóstolos e posteriormente dos presbíteros. O Concílio em Jerusalém em Atos 15, por exemplo, demonstra uma unidade em torno de lideranças e princípios comuns. Não há indícios no Novo Testamento de comunidades independentes, longe do alcance doutrinários dos apóstolos e presbíteros. Neste caso faz todo o sentido um grupo de igrejas, com doutrinas semelhantes, se unirem como denominação.


Os reformadores entenderam o perigo de igrejas nascerem e funcionarem de forma isoladas e independentes. As novas igrejas se protegeriam dentro de um sistema denominacional e fortaleceriam suas novas confissões de fé. O surgimento de grupos denominacionais, dos quais alguns permanecem até o dia de hoje, demonstrava a preocupação dos reformadores com a unidade da igreja em torno de princípios e governo comuns.


O avanço missionário se deu através das denominações. As denominações europeias e americanas, por exemplo, abriram novas igrejas em todo o mundo. Sem a estrutura denominacional este movimento missionário e de plantação de igrejas não teria acontecido com a mesma força.


As denominações dão forma e conteúdo às igrejas por elas estabelecidas. Sem a denominação cada igreja absorveria com mais facilidade a cultura do mundo, bem como buscaria em outras igrejas referências para sua teologia, liturgia e organização.

Igrejas sem denominação em geral são voltadas para dentro. As denominações têm alvos mais gerais que incentivam suas igrejas a olhar para além de suas necessidades. A abertura de novas igrejas e envio missionário, por exemplo, são mais adequados dentro de um sistema de união de igrejas.


A liderança denominacional, tanto a nível nacional quanto regional é parceira das igrejas locais na plantação de novas igrejas. Ela fomenta a abertura de novos trabalhos, propicia a parceria entre igrejas e obreiros; em alguns casos ajuda no sustento e dá uma visão global dos grandes desafios.


Na Igreja Cristã Evangélica do Brasil a liderança tem se empenhado para entender a vontade de Deus para as igrejas filiadas, tem sido propulsora no preparo e envio de novos obreiros, e tem ajudado na abertura e manutenção de campos onde há necessidade de supervisão mais ampla.


Que Deus continue nos abençoando neste sublime propósito.


Pr. Luiz César

Presidente da ICEB

@pr.luizcesar