A RAZÃO DO NOSSO AMOR

Nós amamos porque Ele nos amou primeiro – 1 João 4.19.

O Evangelista João é constantemente chamado pelos pregadores de o apóstolo do amor. De fato, ninguém foi tão veemente quanto ele ao destacar este maravilhoso fruto do Espírito. Em suas epístolas a palavra amor aparece mais de vinte vezes. Mas é no evangelho de João que temos a explicação de tanta sensibilidade quanto ao amor cristão. Ali somos informados que João se sentia um homem muito amado.


João ao escrever o evangelho não cita o seu nome quando fala dele mesmo. Ele por várias vezes diz de si mesmo que era aquele a quem Jesus amava (João 13.23; 19.26; 20.2; 21.7, 20). Que sentimento maravilhoso João tinha de si mesmo. Ele não era como Pedro, o valente e isto o fazia especial aos seus próprios olhos. Jesus o amava e isto era o suficiente para ele.

Agora sim podemos entender a razão deste servo do Senhor nos dizer: Nós amamos porque Ele nos amou primeiro. Também esta é a razão por estimular tanto aos seus leitores, e a nós, a amarmos aos nossos irmãos. Quanto amor tem nos concedido o Pai, ele nos diz em 1 João 3.1. Este amor deve ser expandido através de nós.


Daniel também teve uma experiência semelhante ao ser chamado por Deus de homem muito amado (DN 10.11). Este profeta já convalido, amortecido pelos anos de cativeiro e solidão, ouve do Senhor que era um homem muito amado. Que refrigério deve ter sido para ele! Que bom saber que Deus nos ama mesmo quando as circunstâncias são desfavoráveis. A nossa maior tristeza não é capaz de apagar o amor que o Senhor nutre por nós.


De fato, somos amados por Deus. A Escritura é um caso de amor de Deus para conosco. Deus nos ama o tempo todo, mas em Jesus este amor foi declarado de uma forma maior: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” Romanos 5.8.


Sendo assim, Deus aguarda de nós uma resposta que corresponda ao seu grande amor. Mesmo sendo pecadores, mesmo tendo a velha natureza, Ele busca em nossas vidas uma decisão tão dedicada quanto a dele ao nos enviar o seu Filho amado.


Assim temos declarado o grande privilégio de sermos alvos de um amor tão intenso e a responsabilidade de amar aos irmãos de forma ardente (1 Pe 4.8). Deus não nos dá uma direção menos comprometida. Quem é amado assim como nós, quem foi amado primeiro, precisa amar aos seus irmãos. Quem não fizer assim não viu a Deus, não o conheceu e o amor do Pai não está nele. Assim nos ensina João em sua Epístola.


Alguém disse certa vez que o amor não é tão somente um sentimento, é também uma decisão. Tomemos hoje a decisão de dar vazão ao amor de Deus, de encontrar caminhos para os corações dos irmãos e também dos que ainda não são nossos irmãos em Cristo, de amar muito e sempre.


Pr. Luiz César.