A santidade sexual começa na mente

Josh McDowell, em um de seus livros mais antigos, usa uma expressão que nos chama a atenção e nos ensina muito: “sua mente é seu mais importante órgão sexual”. Como nossa mente capta imagens e informações por meio do que vemos, lemos e ouvimos, o autor, completa, “se entrar lixo, vai sair lixo”.


O Senhor Jesus, ao dizer “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28), muda o foco inicial do adultério da ação para a intenção. Alguém recomenda: “cuidado com o segundo olhar”. E outro completa: “cuidado com o primeiro olhar demorado”. Em outro momento, o Senhor Jesus afirmou: “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso” (Mt 6.22).

Os estudos bíblicos sobre pornografia se multiplicaram em poucos anos. Por quê? Porque a invasão na vida de muitos cristãos também se multiplicou. A era do celular trouxe maior acesso a pecados secretos.


A luta contra a tentação sexual algumas vezes é mais forte do que outras, porque “a gratidão ou ingratidão no coração tem um impacto na luta contra a tentação sexual”[1] Como assim? Nas lutas que antecedem à lascívia, há duas vozes pecaminosas. A primeira diz: “eu mereço um pouco de prazer”. E a outra, “não é justo eu ter que passar por isso”. É uma mistura de orgulho com autocomiseração, cujo resultado é a autogratificação.


Alguns princípios que nos ajudam a manter a pureza mental.


1. Encha sua mente com a Palavra de Deus. Antes de tudo, com a leitura e estudo da própria Bíblia. Mas, também por meio de livros, revistas e sites evangélicos, boas músicas evangélicas, programas sadios, boas companhias etc. Siga 2Timóteo 2.22: “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”. O que o apóstolo está dizendo é “busque força na fuga”. O que você faria se estivesse num prédio em chamas? Ficaria ou fugiria? “Quando você põe a mão numa chapa quente, ela vai doer, não pelo fato de você não ter orado o suficiente ou não ter sido espiritual o bastante. Sua mão dói porque toca a chapa quente. Não ore. Tire a mão da chapa” (Stephen Brown).


2. Memorize e ore Filipenses 4.8: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Você pode dizer: “Eu não consigo controlar meus pensamentos em todo tempo”. Ninguém consegue. Ninguém escolhe o que vai sonhar. Mas, aquele sábio ditado é muito real: “você não pode impedir que um pássaro voe sobre a sua cabeça, mas pode impedir que ele faça um ninho em sua cabeça”. Uma coisa é eu estar assistindo a um filme ou algo na TV e aparecer uma cena imprópria, outra coisa é eu ir atrás de um filme exatamente porque ele tem esta cena “imprópria”. Então, memorize e ore Filipenses 4.8 e você vai ter agradáveis surpresas.


3. Compartilhe suas lutas com alguém. Siga Tiago 5.16: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados”. A “cura” no contexto de Tiago 5.16 se refere à enfermidade (Tg 5.14). Mesmo assim, podemos aplicar ao contexto do nosso assunto. O verbo “confessar” (homologeo) significa “dizer o que aconteceu”. Quando você dá nome ao que está escondido ele perde a sua força. Procure alguém que seja do mesmo sexo que você, que tenha maturidade espiritual, firmeza na fé, e que seja um bom confidente. Seu pastor ou líderes recomendados pelo pastor são as pessoas mais indicadas.


4. Crucifique a carne. Siga Gálatas 5.24. “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com suas paixões e concupiscências”. A crucificação da carne aqui não é algo feito a nós, mas por nós. A morte de cruz, embora fosse lenta, era uma morte certa. Mas, se você ficar com dó de dizer não ao pecado, ficando com pensamentos do tipo “eu não posso perder esse prazer”, será sempre vencido por ele. O apóstolo Paulo escreveu: "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Cl 3.5-6). Como conseguimos “fazer morrer a nossa natureza terrena”? Resposta, não alimentando a natureza terrena. É fácil? Não. Mas é possível. A primeira coisa que Jesus disse a quem queria ser discípulo Dele foi, “negue-se a si mesmo” (Lc 9.23), e depois completou, “quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á” (Lc 9.24). O apóstolo Pedro nos ensina que “é melhor sofrer praticando o que é bom do que praticando o que é mal” (1Pe 3.17). Em outras palavras, o preço da desobediência é nada, quando comparado ao preço da obediência.


Os pecados sexuais, como quaisquer outros, sempre afetarão a vida das pessoas. Muitas pessoas não religiosas testemunham, por vídeos na internet, sobre os estragos e prejuízos que a pornografia trouxe às suas vidas pessoal, familiar e profissional. Ou seja, depois de alguns anos a pornografia está enviando a fatura.


Toda pessoa que procura ajuda, merece receber ajuda. Não permita que o orgulho, a vaidade, a vergonha ou outros sentimentos e comportamentos impeçam você de procurar alguém, abrir seu coração e se ver livre de alguma forma de escravidão sexual. Jesus disse: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). Não se preocupe com o que o seu pastor ou conselheiro vai pensar sobre você, pense que você precisa abandonar práticas que destroem sua vida pessoal, familiar, cristã e profissional.

Que Deus nos abençoe e nos guarde.

[1].Medinger, Alan. Coletânea de Aconselhamento Bíblico, vol. 4. SPV.

Pr. José Humberto

Professor SETECEB

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