Ao alto, o bom som!

Um dos maiores presentes de Deus para nós é o privilégio de o adorarmos. Sim! Como autor da vida e da salvação Ele merece toda a nossa gratidão e todo o nosso mais sincero louvor!

“Aleluia! Como é bom cantar louvores ao nosso Deus! Como é agradável e próprio louvá-Lo!” (Salmo 147.1).


Ainda que essa expressão cantada tenha o seu importante viés emocional, a Bíblia nos orienta a oferecer a Deus um culto racional (Romanos 12.1). Em outras palavras, até o nosso mais emocionado cântico deve ser devotado a Ele com sobriedade e entendimento.

É fundamental que a mensagem seja propagada através de canções de forma límpida e clara para ser bem compreendida tanto por quem já se quebrantou aos pés de Deus, pela fé em Cristo Jesus, quanto por aqueles que ouvem as palavras de vida pela primeira vez.

“A fé vem pelo ouvir; e o ouvir, pela Palavra de Cristo” (Romanos 10.17).


É nesse alicerce que todo sistema de som de uma igreja deve ser planejado, construído e executado. A música deve atrair e não afastar; deve unir e não segregar; deve deliciar e não enfadar; deve gerar fé e reflexão e não incômodo e distração; deve ser a expressão de uma vida transformada e não de uma arte exibida.

COMO TORNAR CLARA A MENSAGEM OUVIDA E CANTADA?

Letras com embasamento bíblico, centralidade em Cristo, correção gramatical e convergência com a pregação a ser ministrada são peças valiosas para uma adoração com discernimento, bem como para a ação de convencimento e santificação pelo Espírito Santo no coração de quem louva!


Melodias mais fáceis, ritmos mais simples e tonalidades mais acessíveis são cuidados que incluem toda a comunidade local, desde as crianças até os idosos. A intensidade, o timbre e a harmonia do som tocado também demonstram zelo para com a mensagem cantada e respeito para com quem entoa.


Em se tratando de intensidade (popularmente “som alto”, “som baixo”), existem normativas que regem o nível máximo permitido de som. Segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), através da NBR 10151, áreas mistas predominantemente residenciais (caso da maioria dos locais de igreja) não devem gerar ruído externo (ruído que extravasa os limites do templo) maior de 55 decibéis durante o dia, nem maior de 50 decibéis durante a noite, pois perturbam o sossego público. Ainda convém lembrar que o som em alta intensidade além de gerar desatenção, incômodo e irritabilidade (prejudicando a internalização da mensagem), pode causar alterações corpóreas como dores de cabeça, aumento da pressão arterial, zumbido, perda auditiva, entre muitas outras.


Portanto, dentro do templo os cânticos devem ser executados na medida certa, sempre trazendo edificação, a tal ponto que por meio deles todos nós sejamos capazes de admirar mais e mais o Senhor e de nos entregar a Ele em contrição, ações de graça e oferta de amor (Salmos 51.17 e 69.30). Essa é a adoração que Deus procura em Seu povo, adoração em espírito e em verdade (João 4.24). Adoração não apenas de lábios, aparência ou sentimentalismo oportuno (Amós 5.23-24); mas de vida, essência e comprometimento genuíno!


“Perto está o Senhor de todos os que O invocam, de todos os que O invocam em verdade” (Salmo 145.18).

Pablo Bernardes

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