As crianças no culto

Pensando sobre culto inspirativo me pergunto: o que vem a ser algo inspirador? No dicionário diz: “Que é capaz de inspirar, estimular, entusiasmar, influenciar; que induz ou influencia a produção artística ou intelectual; que oferece ideias que serão alteradas e executadas por outra pessoa.”


Culto inspirativo tem tudo a ver com as crianças na igreja, então. Ele deve inspirar, estimular e influenciar seus participantes. E quem mais precisa ser induzido a adorar a Deus, a amar a casa do Senhor e a servi-lo? As crianças!


Não é certo pensar que para um culto ser inspirativo as crianças devem estar longe, lá nas “salinhas” delas, dando sossego aos seus pais e permitindo que os adultos tenham momentos de contemplação, livre do barulho e da movimentação infantil. As crianças precisam participar dos cultos também. Pelo menos de uma parte de cada culto, especialmente durante a parte de abertura e louvor. Elas precisam aprender com seus pais a importância de estarem juntos, como família, na casa de Deus (não devem ser deixadas soltas correndo pela nave do templo ou sentadas com as outras crianças nos bancos da frente).

As crianças precisam que seus pais lhes expliquem o significado do que estão cantando, e devem seguir com os olhos e os dedinhos a leitura bíblica (mesmo quando ainda não sabem ler), entendendo que o culto é um momento especial e a igreja é um lugar especial, onde não se corre, nem come e se evita conversar.


E quando elas ficarem na igreja durante a pregação, os pais devem auxiliá-las a entender o que está sendo falado. Uma ideia para isso é permitir que desenhem o que o pastor está falando (e se forem muito pequenas para isso, os pais podem ir desenhando e explicando baixinho, a fim de que façam a conexão do desenho com o que estão ouvindo). Esses desenhos poderão ser usados depois, em casa, para conversas sobre o que aprenderam no culto. Os pais serão surpreendidos com os resultados de seu esforço.


Os pais devem entender, antes de tudo, que ensinar aos filhos é responsabilidade e privilégio dados por Deus a eles. A igreja pode e deve auxiliá-los nessa tarefa, mas não se deve terceirizar essa missão.

Um bom programa de educação cristã da igreja é uma ferramenta importantíssima para a edificação espiritual das crianças, sim, mas não substitui nem exime os pais de seu dever.

Como igreja, precisamos criar espaços especialmente preparados para as crianças, com professores capacitados e material adequado às diferentes faixas etárias, mas precisamos também dar espaço a elas em nossos cultos. Pelo menos um dos cânticos do período de louvor pode ser com a participação das crianças, com gestos ou até coreografia; a mensagem deve ser acessível a todos (inclusive às crianças).


No Antigo Testamento vemos muitas reuniões em que a Palavra de Deus era lida e todos a ouviam (até as crianças de peito). Se naquele tempo, em que não havia aparelhagem de som, bancos confortáveis e salas climatizadas, era possível fazerem isso, nós também podemos e devemos incluir as crianças no culto a Deus hoje.


Que tal se elas participassem pelo menos de um ou dois cultos inteiros por mês na igreja e que, nos outros dois ou três, fossem para as salas durante o período da mensagem? Claro que os bebês e crianças muito pequenas poderiam ter ensino especial nas classes todos os domingos, na medida do possível.


O pastor e o Ministério Infantil da Igreja devem orientar os pais e a igreja sobre a importância de nossos cultos serem inspirativos também para nossas crianças.


Edcª Cristã - Débora Bastos

Redatora da Revista Diadema Real

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