Conversão na Escola Bíblica Dominical (EBD)

Nossa entrevistada é a irmã Adriana Rodrigues Pereira, filha dos irmãos Antônio Rodrigues e Jandira das Graças Rodrigues. Ela é casada com o Pr. Glauco Pereira, Diretor da Missão Cristã Evangélica (MCE) e mãe do Davi e da Gabriela. Ela formou-se em Farmácia, em Teologia e é Pós-Graduada em Aconselhamento Cristão pelo SETECEB.


Nós a convidamos para falar sobre sua rica experiência de vida cristã que, como a de muitos outros cristãos da ICEB, começou em sua infância.


1.Há quanto tempo você se converteu?

Nasci num lar cristão, meus pais eram exemplos de vida para nós, ensinavam-nos em casa, fazíamos o culto doméstico, contavam-nos histórias bíblicas e graças a Deus nos levavam à igreja todos os domingos, porque com isso a Palavra de Deus penetrava em nossos corações dia a dia. Aos nove anos de idade já tinha a convicção de que Jesus era meu único Salvador, por isso a decisão pelo batismo. Fiz a classe de preparação para batismo e fui batizada.


2.Como foi sua conversão?

Não tenho um marco memorável de minha conversão, como algumas pessoas têm, mas sim de que através dos ensinamentos bíblicos adquiridos com meus pais, na EBD e no culto infantil, tive a certeza de minha salvação e do que Jesus fez por mim na cruz. Minha conversão foi pelo ouvir a Palavra de Deus, e é isso que a Bíblia nos ensina: “A fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus” (Rm 10.17).


3.Qual o papel da EBD no seu discipulado?

Creio que a EBD foi a base de tudo, tanto para a formação de meus primeiros conhecimentos Bíblicos quanto para a fixação de verdades eternas que estão enraizadas em meu coração até hoje. Muitos versículos que tenho memorizados foram aprendidos ainda quando criança. A caminhada cristã e o discipulado verdadeiro só acontecem quando a Palavra de Deus é ensinada, e isso a EBD faz muito bem.


4.Conte-nos algumas de suas lembranças de participação na EBD

A maior lembrança que tenho na EBD é da “vó Clê”, como carinhosamente a chamávamos. Seu nome era Clemencina Stroppa, e ela amava ensinar os juniores. Lembro que sua aula, apesar de sua avançada idade, sempre foi muito dinâmica, com ensinamentos bíblicos e fixação através de competições, memorização de versículos etc. Lembro também que o desejo das crianças menores era ter a idade para participar da sala da vó Clê. Quanto aprendizado, quanto exemplo e amor ela nos transmitia. Não tem como lembrar e não se emocionar.


5.Como mãe cristã, que conselhos você daria aos pais em relação à EBD?

Não deixem de investir na vida cristã de seus filhos. Assim como queremos o melhor para eles na vida acadêmica, profissional, conjugal etc., não devemos deixar de ensiná-los a amar a Deus acima de todas as coisas. Vemos muitos pais querendo que seus filhos sejam médicos, engenheiros, mas dificilmente os vemos querendo que seus filhos sejam pastores, mestres ou missionários. Por que investimos tanto nas coisas terrenas e nos esquecemos das eternas? O que diremos diante de Deus com os ensinamentos que deveríamos estar passando para os nossos filhos? O texto de Deuteronômio 6.4-7 nos ensina que devemos inculcar a Palavra do Senhor em todo o tempo, em casa, andando pelo caminho, assentado em sua casa, ao deitar-se e ao levantar-se. Não devemos perder as oportunidades, inclusive a EBD, que é uma ferramenta que nos ajuda muito nesta tarefa, pois ela ensina, exorta, corrige, porque ali é ensinada a Palavra de Deus.