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Entrevista: Evangelismo por intermédio de esportes

Sou Everson Souza Pereira, atual pastor da ICE de Praia Grande, estou há 21 anos no ministério. Sou casado com Zuleide e pai da Nataly e da Talitha.

1- Qual o nome do projeto que utiliza o esporte como ferramenta de evangelismo proposto pela igreja?

Não temos nome específico do ministério, ele leva o próprio nome da igreja: Ministério de esportes da Igreja Cristã Evangélica de Praia Grande- SP. Cada modalidade então adota um nome próprio para o seu trabalho.


2- Como surgiu a ideia do projeto?

A ideia do projeto surgiu há mais de 25 anos quando conhecemos uma igreja Presbiteriana que desenvolvia um ministério chamado "Nova Visão" que realizava evangelismo com capoeira. Adotamos e implantamos esse trabalho e era o único esporte da igreja. Anos depois nosso templo ficou pequeno precisamos ficar vários anos fazendo dois cultos até conseguirmos ampliar um novo espaço que fosse bem maior. Fizemos esse espaço e mantivemos o templo pequeno que atendia todas as programações menores (EBD, encontro de jovens, reunião de oração, encontro de casais etc.). Então sabíamos que esse novo espaço só seria usado duas horas por semana no culto de domingo à noite. Por isso fizemos uma quadra esportiva que servisse para vários esportes durante a semana de segunda a sábado para que não ficasse parado durante toda semana de forma inútil obsoleta.


3- Quantas pessoas se envolveram nessa missão?

Esse público é muito variável e não dá para ser preciso pois depende da época e da modalidade. As próprias modalidades são variáveis; elas começam, acabam, mudam, acrescentam e diminuem de forma bem tranquila e dinâmica de acordo com o momento. Já tivemos simultaneamente modalidades que ao todo chegou a envolver cerca de 150 pessoas. Nada é engessado e nem sacramentado sem possibilidade de mudança. A única coisa que não muda é a essência de semear o Evangelho através das estratégias. Já tivemos capoeira, futebol, vôlei, basquete, floorball, jiu-jitsu, muay tay, karatê, rapel/escalada etc.


4- Como acontece o projeto?

Acontece de forma voluntária onde o professor de cada modalidade se dispõe e escolhe um determinado dia e horário da semana em que pode dar a aula da sua modalidade uma, duas ou até três vezes na semana. Esse(s) dia(s) e horário passa a ser divulgado e toda a igreja é convidada a participar, treinar e principalmente desafiada a trazer alguém que não seja ainda convertido. Ao fim de cada aula uma palavra é dada, uma breve devocional compartilhada e o evangelho é pregado.


5- Vocês já conseguiram perceber os frutos? Conte um pouco da experiência?

São vários os frutos e exemplos que eu teria para dar. Sendo chamado a ser pescador de homens sempre usei o esporte como isca nessa pesca e vidas sempre vem sendo alcançadas. Um exemplo de fruto que compartilho ocorreu no primeiro trabalho (da capoeira) há mais de vinte e cinco anos, temos um casal de jovens incrédulos que se converteu e ambos servem assiduamente até hoje na igreja. A esposa é superativa e envolvida no ministério de mulheres e o esposo é um diácono e membro da Diretoria da Igreja.


6- O que uma igreja precisa para desenvolver um projeto como esse?

Vontade, professor voluntário em alguma modalidade e uma liderança que apoie. Entender que fomos chamados a pescar homens e entender que o esporte é apenas uma das diversas iscas que podem ser usadas nessa pesca.


7- Quais palavras de encorajamento diria aos seus colegas de ministério e membros de nossas igrejas para abraçarem projetos assim?

Vale a pena. O esporte é uma linguagem universal. Esporte é algo tão interessante que a igreja nem vai precisar sair na rua atrás de pessoas para levar a mensagem. As pessoas virão. Se a modalidade é desenvolvida dentro da igreja, nos moldes da igreja e com professores da igreja, então quem gosta do esporte e vier treinar na igreja vai ter que ouvir a mensagem da igreja.


Passe essa bola pra frente!

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