EXISTEM MESMO MALDIÇÕES HEREDITÁRIAS?

Um filho de Deus, salvo em Cristo Jesus, pode ser alvo de alguma maldição, seja ela hereditária ou fruto de alguma palavra maldosa de alguma pessoa? Será que um servo do Senhor deve ser refém de qualquer maldição?


Vejamos o que as Escrituras nos ensinam:


1- Toda maldição é imposta por Deus na Bíblia.


Não existe nas Escrituras nenhuma maldição para o povo de Deus que não tenha vindo do próprio Deus.


Deus é quem amaldiçoou a terra, o jardim, Caim, bem como o povo de Israel. Em todos as circunstâncias, Deus o fez por causa do pecado do seu povo (Gn 3.14, 4.11; Dt 28. 14 a 68; Ml 2.2; 4.6).


Nenhuma maldição na Bíblia foi imposta ao povo de Deus, por Satanás ou por algum homem.

Nenhuma praga chegou sem que viesse pelas mãos do Senhor. O pecado atrai o juízo de Deus sobre o seu povo (Is 28. 14-22; Ez, 34,10; Jr. 25.18). A única forma de não ser amaldiçoado por Deus é a obediência. A obediência, o arrependimento, a confissão sincera, é o caminho para ser abençoado, e não amaldiçoado por Deus.


Fazer sessões de quebra de maldição, então, não tem sentido algum. Isto seria brigar contra Deus, o único que amaldiçoa. Deus providenciou o recurso para abençoar o seu povo, o arrependimento, o abandono do pecado, a confissão sincera, e nada mais.


2- A maldição do pecado original é quebrada com entrega da vida a Cristo.


Em Adão todo homem se tornou maldito diante de Deus. A partir do pecado de Adão, nosso representante federal, todos os homens se fizeram malditos diante de Deus (Gn 3.17).

Se em Adão a maldição foi imposta a todo o homem, em Jesus temos a redenção. Ao morrer na cruz Jesus nos chama para a bênção, pagando a nossa dívida para com o Pai e não há mais qualquer condenação.


Em Cristo o homem se torna alvo das bênçãos de Deus (1 Co. 15.45; Cl 2.14, 15; Rm 8.1).


Não há mais dívida com Deus para os que foram resgatados por Jesus. Em Cristo tudo se fez novo (2 Co 5.17). Também nenhuma aliança, ou pacto de nossos antepassados como o diabo, ou qualquer obra de feitiçaria ou subsistem ao poder do sangue de Jesus que nos purifica de todo o mal (1 Jo 1.7).


3 – O salvo deve se proteger através das práticas devocionais.


Mesmo salvos e em comunhão com Cristo, qual deve ser a nossa atitude diante das investidas de Satanás? Satanás não tem autoridade de agir contra qualquer filho de Deus a não ser com a permissão de Deus, como no caso de Jó.


A nossa resposta é sempre ao lado de Deus. Devemos tomar diariamente a armadura do Senhor para resistir nos dias maus. As práticas devocionais, como a oração, a leitura da Bíblia, a confissão, a comunhão com os irmãos, são instrumentos valiosíssimos para vencermos Satanás e nos livrarmos de suas ciladas. (1 Pe. 5:8; Ef. 6:12-19).


A falta destas práticas devocionais nos deixam vulneráveis aos ataques de Satanás. Devemos dizer o que disse um puritano: Marquei um encontro com o diabo, atrás da cruz de Cristo. O diabo não foi.


Precisamos estar à sombra de Deus o tempo todo. Fazendo assim, jamais seremos atingidos pelos dardos do maligno (Sl. 91).


O pecado em nossa vida é como uma maldição, uma porta aberta para as tentações. O pecado de nossos antepassados pode trazer sobre nós consequências ruins, mas jamais maldição. E mesmo estas consequências podem ser eliminadas ou diminuídas pela atuação do Espírito Santo em nós.


Corramos sempre para Jesus, nos escondamos atrás de sua cruz; descansemos à sombra do Onipotente. Se somos salvos e andamos com Jesus, vendo o seu rosto diariamente, não temos que temer o inimigo nem as suas obras. Andemos na luz e não nos preocupemos com o diabo e suas mentiras. Deus te abençoe.

Pr. Luiz César

Presidente da ICEB