JUSTIÇA, PAZ E ALEGRIA.

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo - Romanos 14.17

Que impressionante a cadência deste verso das Escrituras. Somente pode haver alegria onde reinar a paz; somente haverá paz se a justiça for feita. De outra forma podemos entender que onde não há justiça, não há paz, e onde não há paz não há alegria.


No livro, Os Irmãos Corsos, de Alexandre Dumas, conta-se a história de duas famílias, a Giudice e a Franchi, que experimentaram anos de discórdia, rixas e mortes por causa de uma galinha roubada por uma das famílias. Tudo termina, anos depois, quando os representantes das famílias se reúnem e outra galinha é devolvida. Pronto, foi feita a justiça, agora viriam a paz e alegria.


No entanto esta justiça citada por Paulo é muito maior do que a humana, do que a que temos em nossas leis. Paulo fala primeiramente de uma justiça divina. O homem é devedor desde o Éden ao se afastar do Senhor e agir por sua própria conta. Ali uma dívida eterna foi assumida. Nada e ninguém dentre os homens criados poderia pagar esta dívida. Mas Jesus, sendo homem e Deus ao mesmo tempo a pagou. Somos justificados por Cristo, logo podemos ter paz e alegria no Espírito Santo.


Mas quem foi justificado tem fome e sede de justiça, nos disse Jesus (Mt. 5.6). Nutrimos no peito um desejo de que o mundo seja melhor, de que os homens tenham equidade, de que a justiça seja equânime e de que o nosso Brasil ainda tenha, antes da vinda de Cristo, um tempo de paz e alegria em Deus.


É por esta bandeira que plantamos igrejas e abrimos a Bíblia e a pregamos, que visitamos pessoas em suas casas, que anunciamos nas praças, nos livros, na internet, a possibilidade de todo homem ser feito justo aos olhos de Deus, escondendo-se no sacrifício de Cristo na cruz do calvário.


Quanto à justiça aqui na terra também a buscamos. Os salvos precisam desenvolver uma ética cristã com vislumbres celestiais. Devemos viver aqui como em pleno dia, nos ensina Paulo (Rm 13.13). Precisamos como povo de Deus ser fiéis, pagar nossas dívidas, honrar nossos compromissos, manter nossos votos, honrar nossos casamentos e nossos compromissos com a igreja de Deus. De vez em quando temos que fazer a oração de Davi: Vê se há em mim algum caminho mal (Sl 139.24).


De minha parte nutro pouca expectativa de uma justiça horizontal, a partir de homens falhos e sobrecarregados de pecados, ainda que com togas nos ombros e ainda que “excelências”. Mas enche os meus olhos ver nosso povo, especialmente nossas crianças e jovens se dirigindo às igrejas, às Escolas Dominicais, para aprenderem sobre Deus, sobre o seu amor e a sua justiça. Respeito muito mais o menor dos pastores do que o maior dos magistrados que não conhece a Jesus de perto. Quando, porém, se une em um homem o conhecimento de Deus e o poder para julgar, é simplesmente algo maravilhoso.


Quando Pedro teve um vislumbre do céu, ele não falou de sua glória, de seu brilho, de seus habitantes santos. O que mais chamou a atenção deste apóstolo foi a justiça que haveria naquele lugar. Diz-nos ele: Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça (2 Pe 3.13). E no céu há justiça, há também paz e alegria no Espírito Santo. Aleluia.

Pr. Luiz César

Presidente da ICEB