LIDERANÇA CAPACITADORA - Uma marca de ministérios bem-sucedidos

Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar (Mc. 3:14)

LIDERANÇA CAPACITADORA é a “Marca de número um” das igrejas que mais crescem em todo o mundo.


Essa afirmação é fruto da maior pesquisa já feita até hoje sobre crescimento de igreja e igrejas saudáveis, realizada por Christian A. Schwarz em mais de 50.000 igrejas, distribuídas em 70 países de 6 continentes. Todos os tipos de igrejas participaram, desde as mais tradicionais quanto as pentecostais, igrejas em contextos de perseguição religiosa e igrejas com total liberdade cristã.


Afinal o que significa Liderança Capacitadora? Segundo Schwarz, não se trata de líderes capacitados, pois esses não são tão raros de serem encontrados. Há pastores que possuem muita bagagem teológica, várias especializações e alguns possuem inclusive muitos talentos naturais. Todavia, do ponto de vista de ação ministerial junto as suas comunidades, são centralizadores, detentores exclusivos de uma capacitação que não é compartilhada. O grande diferencial das igrejas que estão em franco crescimento está na figura de seus líderes que enxergam o potencial das pessoas a sua volta, oferecem capacitação e delegam funções de acordo com seus dons específicos dentro da igreja local.


Há uma frase atribuída a Henry Ford que diz o seguinte: prefiro ter dez homens para fazer o trabalho do que fazer o trabalho de dez homens. No texto que encabeça esse artigo, vemos Jesus escolhendo doze discípulos e a primeira tarefa deles era “estarem com ele”. O caminhar com Jesus por três anos, tendo-o como mestre, fez daqueles homens (alguns deles iletrados) grandes líderes com alto poder de influência, a ponto de serem chamados de “colunas da igreja” (Gl. 2:9). Uma coisa é o pastor assumir para si todas as atividades de uma igreja, outra é encontrar pessoas, caminhar com elas e treiná-las para dividir essas tarefas. Pense nos resultados das duas modalidades de liderança...


Schwarz em seu livro Desenvolvimento Natural da Igreja (2010, P. 24) faz a seguinte declaração sobre esta questão: Os líderes de igrejas que crescem concentram seus esforços em capacitar outras pessoas para o ministério. A ideia de capacitação como tarefa essencial de um pastor não é uma novidade ou modismo dos dias atuais, mas uma prática muito visível no Novo Testamento, tanto na vida de Jesus quanto nas dos Apóstolos.


De modo prático, poderíamos dizer que o líder cristão que deseja ver sua igreja saudável, e crescendo em números, deverá assumir para si a responsabilidade de oferecer capacitação, através de convivência próxima e treinamentos específicos. Igrejas que estão crescendo de modo saudável vivem um ciclo constante de discipulado, onde pessoas são capacitadas e capacitam outros sobre os quais exercem influência. Nas palavras de Paulo a Timóteo: e o que de mim ouviste de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros. (2 Tm. 2:2)


Reconhecemos que nem todos os pastores têm dons tão fortes na área de liderança e ensino. Todavia não precisam estar à frente de toda capacitação de toda a equipe que precisam para o desempenho do ministério. É possível manter uma postura humilde, dependente e visionária, sendo capaz de fomentar e delegar esta capacitação a outros que podem fazê-lo na vida da igreja. Esse processo de capacitação pode ser também realizado através de parcerias com seminários e outras instituições. Em nosso contexto temos o SETECEB que oferece muitas opções de cursos, como por exemplo o CTM. Além disso, há um projeto da nossa Editora Cristã Evangélica que leva cursos de capacitação para professores até às igrejas locais. Enfim a expressão de Jetro continua valendo nos dias atuais: ...tu só não o podes fazer - Êx 18.18. Mas podemos delegar, pedir ajuda para a capacitação dos crentes.


O DNI (Desenvolvimento Natural da Igreja) é uma ferramenta que atualmente é oferecida às igrejas. E a sua Marca Número Um esclarece que pessoas amadurecidas pelo discipulado e treinamento (capacitação) se tornam produtivas na igreja local. Ou seja, a qualificação dos cristãos nesse processo redunda automaticamente (naturalmente) na geração de novos membros dentro da comunidade onde estão inseridos. Cristãos saudáveis, maduros, capacitados geram outros cristãos.


Que o Senhor nos ajude a cumprir na íntegra a Grande Comissão, que inclui não somente o fazer discípulos, mas também ensiná-los a guardar todas as coisas que Jesus nos ordenou.

Pr. Antonio Manoel de Araújo

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