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Louvor: Apresentação ou Condução?

Bem! Se pensarmos em responder ao título deste texto a partir de uma perspectiva de ministério de música de uma igreja local, nós reduziríamos a nossa reflexão à função de concluir se este ministério frente à sua comunidade deveria se apresentar (no sentido de ser protagonista do momento de cânticos), ou conduzir (no sentido de mediar o referido período).


Penso que a resposta para este cenário não é de difícil compreensão, visto que o papel deste precioso ministério na igreja é conduzir a igreja a uma resposta às Escrituras de forma cantada. Este ministério faz este papel de mediação desde o momento em que, auxiliado pelo Espírito Santo, escolhe as músicas e hinos a serem executados no momento de culto, se aprimora nos ensaios, e leva a igreja de forma espiritual, técnica e coletiva ao cântico congregacional. Em suma, o ministério de música mesmo que apresente uma canção especial em alguma ocasião do culto, nunca se apresenta como uma exibição comum, e sim como um grupo que primeiramente conduzido pelo Espírito Santo, auxilia os irmãos na condução dos cânticos espirituais em reação à Palavra.


Mas se quisermos trazer uma fundamentação mais profunda, vamos perceber que quanto ao louvor de forma mais ampla, somos como filhos de Deus, todos, chamados a louvar o Senhor (Ef 1.5,6). Uma vez que este é o nosso propósito, o louvor nos coloca necessariamente diante de uma postura de apresentação ao Senhor, mas a priori, uma apresentação no sentido de comparecimento à presença do Rei.


Uma vez que entendemos a apresentação primariamente como um comparecimento de súditos que vão louvar com gratidão ao seu Rei - por causa da sua graça e misericórdia que os salvou eternamente da sua condição caída -, o ato de louvar, tanto individual quanto coletivo, no culto da vida ou no culto congregacional, dissolverá qualquer tipo de tendência de assumir o protagonismo no momento em que o louvor em si acontecerá.


Uma vez que o incidente da queda nos fez inverter e adulterar o sentido da apresentação e da condução quanto ao louvor, quem louvar a partir da perspectiva acima, estará debaixo de um entendimento protetivo que o fará não se apresentar de qualquer jeito (no sentido de oferecer qualquer sacrifício ao Senhor), muito menos de forma exibitiva a ponto de assumir o protagonismo da condução.


 

Pr André Ramos

ICE Nova Vida – SP

@asramos.df


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