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OLHANDO PARA FORA – na evangelização de crianças

A apresentação do Plano de Salvação aos pequeninos enfatiza que a Igreja deve posicionar-se como proclamadora do Reino de Deus também às crianças. Parece óbvio? Infelizmente, atualmente, nos preocupamos com a possibilidade de estarmos nos perdendo neste propósito e nos desviando deste foco. É imperativo que retomemos nossa posição de deixar que as crianças se acheguem a Jesus e que lhes facilitemos o caminho (Lc 18.16).


É certo que temos ações voltadas para os filhos dos crentes, pois já estão conosco em diversas atividades, e isto é muito bom. No entanto, precisamos ampliar nosso alcance, ir além. Temos um campo vasto para a evangelização e o discipulado de crianças, e podemos começar pelo bairro onde nossa Igreja está inserida.


Sim, tenhamos consciência da relevância e urgência de se espalhar o amor Deus fora de nossas paredes e com atrativos para que venham para dentro delas. Nossas estratégias devem ser diversificadas na prática da exposição do Plano de Salvação para atender as diversas faixas-etárias e crianças com deficiências, buscando a inclusão de todos no projeto de Deus para a salvação e, assim, cumprindo o “ide” de Jesus (Mc 16.15). Para tanto, a apresentação do Evangelho deve ser conforme a necessidade da criança, num primeiro momento, até que sejam ampliados os ensinamentos que formem e alicercem a sua fé. A utilização de recursos pedagógicos, com criatividade e conforme a realidade da criança, vai proporcionar: acomodação, organização e entendimento do Plano de Salvação.


É imprescindível saber observar e conhecer o contexto em que a criança está inserida: sua história, rotina, cultura, família, e suas relações sociais. Estes primeiros tópicos requerem do adulto um olhar amplo e envolto por empatia (Mt 22.39). A Bíblia nos indica a possibilidade de termos uma atenção especial para as crianças, como a de Jesus. Ele as via como pessoas reais, com suas próprias características e carentes do seu amor. Para Jesus, as crianças não eram um incômodo, um meio para alcançar os pais ou, ainda, o que futuramente viria a ser valoroso. Ele as via como já possuidoras do seu valor integral, criadas e amadas por Deus (Jo 3.16).


Para que valores como disciplina e amor se tornem efetivos na vida de uma criança, é preciso que o adulto medeie o ensino/aprendizagem. E, para que o amor sublime de Jesus se torne realidade na vida da criança, requer-se uma vida de oração, com jejum e obediência a Deus, por parte do que se propõe a trabalhar diretamente com os pequeninos. Além disso, é necessário um empenho para que o ambiente de aprendizagem seja acolhedor, cheio de afeto e limite e com atividades prazerosas, o que facilitará o trabalho de condução ao conhecimento de Deus e Seu amor.


No mais, não pensemos que podemos realizar este projeto unilateralmente enquanto igreja. É de extrema importância a parceria entre a família e a igreja para desenvolver e promover o ensino e a educação bíblica a fim de facilitar a organização e a compreensão do plano de salvação na mente da criança (Dt 6.7).


Portanto, não sejamos econômicos; há uma variedade de estratégias que podem e devem ser adotadas em nossas igrejas: visuais, na linguagem apropriada, em encontro de pais e filhos, com projetos de musicalização, teatro, pequenos grupos, oficinas, reforço escolar etc. Tudo isto ajuda a construir na vida da criança o Plano de Deus para a sua vida.


Damos ênfase à atuação da família, pois é no berço familiar que deve ser enfatizado o plano de salvação para as crianças. Pais que entendem que o Evangelho é verdadeiro, o único caminho e que reconhecem a realidade de céu e inferno perceberão a seriedade de se aproveitar de todos os momentos para apresentar Cristo às crianças como o Salvador de suas vidas. Isto inclui não apenas conduzi-las às atividades nas igrejas como também investir o seu melhor tempo nesta sagrada tarefa, também por meio de ensino com qualidade e excelência. Uma das formas é valorizando os momentos do culto doméstico e de encontros de grupos pequenos, por exemplo, oferecendo tempo de qualidade, com método, material e apresentação adequados para atingir os objetivos.


Enfim, igreja e família devem ser direcionadas para um mesmo objetivo no que diz respeito às verdades bíblicas: “Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” (Dt 6.7 NVI)


Posto isso, devemos dar um passo a mais: sair de nossa zona de conforto e ampliar nosso olhar para aquela criança que ainda não está conosco nas atividades da igreja, mas que a vemos passeando no nosso bairro! As que se achegarem e as que já temos conosco precisam saber que estamos sempre dispostos a andar a segunda milha com elas.


É tempo de olharmos para fora.

 


 

Pr. Geraldo Santos e Edc. Cristã Mirian Santos

Plantação da ICE Vila Antonieta - SP

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