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ORAÇÃO NO LIVRO DE JONAS

A oração permeia toda a Escritura e, se evidencia de forma especial nos Salmos. Em um pequeno livro do Antigo Testamento, lê-se a história de um profeta desobediente que fugiu de sua missão, é assim que nos lembramos de Jonas. Mais do que a relutante obediência e o profeta fujão, nesse livro encontramos uma preciosidade sobre oração.


A palavra do Senhor veio a Jonas (Jn 1.1) e era uma ordem expressa para que anunciasse juízo contra Nínive, seus moradores provocaram a ira de Deus, por seus pecados (Jn 1.2). Jonas dispôs-se a fugir (Jn 1.3), ele queria a destruição dessa cidade e sabia que Deus é misericordioso e clemente e grande em benignidade (Jn 4.2). Nesse pequeno livro, encontramos oração do início ao fim.


No primeiro capítulo Jonas compra uma passagem e embarca para Társis, para longe da presença do Senhor (Jn 1.3), ele desce ao porão e dorme tranquilamente (Jn 1.5) até ser surpreendido por uma grande tempestade (Jn 1.4). Os marinheiros possuídos de grande medo, clamaram aos seus deuses, aliviaram a carga do navio e, já sem saber o que fazer, se deparam com o profeta que se revela como hebreu temente ao Deus do céu, que fez o mar e a terra (Jn 1.7-8). Jonas assume a culpa e pede para ser lançado ao mar (Jn 1.12), enquanto isso a tempestade se tornava cada vez mais impetuosa (Jn 1.13). Até então não se ouve nenhuma palavra de oração ao Deus do céu, que fez o mar e a terra. Com muito medo e sem saber o que fazer os marinheiros foram os primeiros a elevarem uma palavra de oração ao Deus do profeta. Clamaram por suas vidas. Jogar um homem de Deus ao mar era algo muito sério e eles próprios poderiam perecer (Jn 1.14). Deus responde ao clamor dos marinheiros, salvando suas vidas. Eles temeram em extremo ao SENHOR, ofereceram sacrifícios e fizeram votos (Jn 1.16). Agradeceram por uma oração respondida. Jonas não orou, falou com os marinheiros, mas não com o Senhor.


Depois de ser lançado ao mar, Deus prepara um grande peixe que tragou Jonas, e ali esteve por três dias e três noites no ventre do peixe (Jn 1.17). Jonas não havia orado ainda, agora ele usa o que aprendeu na luz para o momento de escuridão. O curioso é que sua oração não é autêntica, é uma oração aprendida. Jonas recita salmos, são onze trechos mencionados:


Salmo 18.6 - Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu santo templo ouviu a minha voz, e o meu clamor penetrou nos seus ouvidos.


Salmo 120.1 – Na minha angústia, clamo ao SENHOR, e Ele me ouve.


Salmo 18.4-5 – Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror. Cadeias infernais me cingiram, tramas de morte me surpreenderam.


Salmo 42.7 – Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.


Salmo 139.7 – Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da sua face?


Salmo 5.7 – Porém eu, pela riqueza da tua misericórdia, entrarei na tua casa e me prostrarei diante do teu templo, no teu temor.


Salmo 69.2 – Estou atolado em profundo lamaçal, que não dá pé; estou nas profundezas das águas, e a corrente me submerge.


Salmo 30.3 – SENHOR, da cova fizeste subir a minha alma; preservastes-me a vida para que não descesse à sepultura.


Salmo 142.3 – Quando dentro em mim se esmorece o espírito, conheces a minha vereda. No caminho que ando, me ocultam armadilha.


Salmo 18.3 – Invoco o SENHOR, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos.


Salmo 3.8 – Do SENHOR é a salvação, e sobre o teu povo, a tua bênção.


Ele clama por sua vida e alma. Deus responde poupando-lhe a vida (Jn 2.10). Jonas agradece! (Jn 2.9). Naquelas condições, ele foi forçado a orar.


Deixe-me perguntar: - Você ora? - Você precisa ser forçado a orar? - Qual é o repertório de sua oração? - Você ora as Escrituras? - Memoriza trechos da Bíblia? Usaremos na escuridão aquilo que aprendemos na luz!


Em terra firme Deus novamente fala a Jonas para que se disponha e vá a Nínive e proclame contra ela a mensagem de juízo (Jn 3.1-2). Dessa vez ele, ainda que contrariado, sai a percorrer e pregar a mensagem que lhe fora dada. No capítulo 3 há registro da oração dos ninivitas. Clamaram por suas vidas, creram em Deus se arrependeram de seus maus caminhos (Jn 3.8-9). A resposta é que o Senhor poupou a vida deles (Jn 3.10). Com atitude de quebrantamento, voltaram-se para Deus. Os ninivitas modernos estão por ai, nós queremos sua destruição, mas o Deus clemente nos chama a proclamar a mensagem dele. Muitos ouvirão e clamarão e Deus responderá sua oração.


No capítulo 1, Jonas não ora, por outro lado vemos que os ímpios oram e são atendidos. No segundo, é forçado a orar e Deus responde. No terceiro, o profeta não ora, e os ninivitas oram e são atendidos. Já no capítulo 4, Jonas faz uma oração insana. Ele desejou que sua vida fosse retirada (Jn 4.3; 4.8). Ainda bem que Deus nem sempre nos responde como desejamos!


A resposta de Deus foi uma grande lição de COMPAIXÃO (Jn 4.11). O sinal de Jonas (Mt 12.38-41) é o sinal da compaixão de Deus. Ele é misericordioso, compassivo, grande em benignidade. Mas a atitude de Jonas foi de ressentimento: – É razoável a minha ira até a morte! (Jn 4.9). A fraqueza do homem não provoca nem ira, nem indignação em Deus. Ele usou Jonas em sua fraqueza. Por que Jonas pediu a morte? Talvez a obstinação de eliminar aquele que pensa diferente, ou o desejo de que justiça fosse feita. Os judeus se achavam merecedores, não assimilavam que a graça atingiria os gentios. Eliminar é mais fácil, mais rápido, mesmo sabendo que Deus é misericordioso, nem sempre exercemos misericórdia. Inverter os valores é comum em nosso meio, amar mais a objetos, ideias, animais, plantas que as pessoas.


Deus nos ensina a orar, sua palavra é um livro de oração, o livro de Jonas é um livro de oração, o Senhor permite situações para nos forçar a orar, Ele ouve o clamor dos arrependidos e envia a salvação, Ele nem sempre ouve nossa oração insana, e sempre nos traz lições preciosas por meio da oração.

Pr. Rogério Alves de Carvalho