UMA IGREJA SAUDÁVEL

O tema de nosso Calendário denominacional para 2019 é: Igrejas saudáveis gerando novas igrejas. Temos assim uma ênfase inicial, que é a de termos igrejas saudáveis. Estas igrejas, por sua vez geram novas igrejas. Há uma cadência: inicialmente a igreja olha para dentro, depois para fora. Em alguns casos os dois atos são simultâneos: enquanto a igreja se desenvolve, ela também planta outras igrejas.


A pergunta que se faz incialmente é: O que é uma igreja saudável? Aqui muitos se dividem e às vezes se unem em definições várias.


Christian Schwarz se atreveu a fazer uma pesquisa em mil igrejas, em trinta e dois países, buscando as marcas de qualidades das igrejas que mais cresciam em número de membros e em qualidade. O resultado foi surpreendente. O seu instituto de pesquisa demonstrou que nas igrejas que mais cresciam no mundo havia marcas comuns a todas elas. Estas marcas são: Liderança Capacitadora; Ministérios Orientados pelos dons; Espiritualidade Contagiante; Grupos Familiares; Estruturas Eficazes; Cultos Inspiradores; Evangelização Criativa; e Relacionamentos Marcados por Amor fraternal.


Descobertas essas marcas Schwars desenvolveu uma pesquisa que permite à igreja descobrir se ela tem as oito marcas, quais as maiores e as menores, bem como dá orientação para que todas elas sejam alcançadas. Ela pode ser aplicada em qualquer igreja, de qualquer denominação, em qualquer lugar do mundo, e pode ser adquirida junto à Editora Esperança. Atualmente mais de cinquenta mil igrejas participam deste princípio de desenvolvimento, inclusive algumas igrejas da ICEB.


Alguns críticos rotulam essas marcas como algo artificial, produzido pelo homem e não pelo Espírito Santo. A resposta dos pesquisadores vem no sentido de mostrar que nenhuma dessas marcas pode ser alcançada sem a total dependência de Deus. Acrescentam ainda que há muito ensino bíblico que demonstra que essas marcas estavam presentes nas igrejas do Novo Testamento. Não é certo que os grupos familiares são vistos já nas primeiras igrejas? E o que dizer do amor fraternal, da liderança capacitadora e assim por diante? Cada uma dessas marcas encontrará o seu fundamento nas Escrituras, sem dúvida.


Lembremos sempre que o termo “desenvolvimento natural da igreja” nos remete para pensamentos da natureza. A igreja é comparada a uma árvore e como tal, se bem cuidada, a seu tempo produzirá frutos. A nossa igreja não cresce por meio da tecnocracia, visto que ela não é uma máquina ou empresa. Ela cresce a partir de sua biologia. Ela é um organismo vivo e como tal cresce e produz frutos.


Ela se apresenta como algo natural, como uma árvore que tendo as condições próprias, cresce naturalmente. A igreja é como uma lavoura, lavoura de Deus que cresce e se multiplica. As páginas sagradas criam este pensamento. Paulo apresenta este princípio ao dizer que, especialmente em Corinto, ele plantou, Apolo regou, e Deus deu o crescimento sobrenatural. Aqui está a junção do esforço humano com a graça de Deus (1 Co 3.6). Os lavradores não fazem a planta crescer, mas eles cuidam dela até que ela produza. Assim é com a igreja de Deus. Ela crescerá pela intervenção de Deus nela, mas de Deus somos cooperadoros (1 Co 3.9). Que parceria maravilhosa, que princípio espetacular, que privilégio temos nós, o de sermos instrumentos nas mãos de Deus, conquanto frágeis e pecadores.


Concluo com uma posição bem clara em minha mente: Uma igreja saudável produz frutos, marcas que a identificam. Particularmente acolho com certa facilidade que estas oito marcas, fruto de exaustiva pesquisa e aplicação, tornam uma igreja, não perfeita, mas saudável, sadia, forte o suficiente para produzir outras igrejas.


Que Deus nos abençoe.

Pr. Luiz César Nunes de Araújo

Presidente da ICEB

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