O engano ao ter fé

Em que você tem fé? É possível ter fé e não experimentar de uma viva esperança, dependendo do que realmente fundamenta a sua fé.


A atual geração de jovens talvez seja a que mais acredita na existência de Deus, mas pode ser a que menos se relaciona com Ele. Desconhecem o Cristo bíblico e criam todos os dias um novo “cristo” conveniente aos seus ideais, seja em um discurso nas redes sociais, em movimentos culturais ou mesmo em um desfile de escola de samba na Sapucaí, mostrando a sua fé morta em um deus inexistente.


Mas o que define se a minha fé é realmente viva? Pode ser óbvio que seja o fato de se crer, acima de tudo, no Deus vivo. E por que algo tão lógico precisa ser analisado? Isso ocorre porque, em tempos pós-modernos, a nossa juventude não está sendo mais incentivada a desacreditar na existência de Deus, mas sim a crer em um deus que represente os desejos do seu coração, satisfazendo a sua vontade e sem a necessidade de um envolvimento religioso. Ou seja, a verdade absoluta está submetida à verdade individual e, por isso, não é possível esperar engajamento suficiente e efetivo para que a fé seja aperfeiçoada, como descrito em Tiago 2:22.


Outra certeza é que a verdadeira vida é produto da fé salvífica. Então, ter uma fé viva passa por encontrar vida em Cristo Jesus (Rm 5.1 e 2). Com isso, mesmo as obras, que são as provas de uma fé verdadeira (Tg 2.14-17), podem ser frutos de morte se distantes da vontade e propósito do Senhor.


Vivemos em uma geração muito engajada em ações sociais, cuidados com o meio ambiente e direito dos animais, mas, tudo isso continuará sem vida se o produto dessas obras não for a glória de Deus. Se as nossas obras não levarem as pessoas a conhecerem o único Deus em toda a sua majestade e poder, certamente são frutos de uma fé vã.


Precisamos parar de lutar simplesmente por um mundo melhor; a nossa fé precisa ser instrumento de resgate de pessoas mortas em seus delitos e pecados. E, para isso, precisamos conhecer e prosseguir em conhecer a Deus. Distanciar-se do silêncio devocional no quarto, das liturgias regulares da vida cristã e mergulhar em uma fé simplesmente ativista pode nos ludibriar o coração que, em verdade, busca outras vaidades e não a vontade de agradar a Deus, por fazê-lo sem fé (Rm 9.32).


Sermos jovens aprovados e portadores de uma fé viva resultará em obras espirituais, sociais, ambientais e políticas, certos de que isso também é o que Deus espera de nós.

Então, tenhamos acima de tudo intimidade com o Senhor, temor e amor por sua Palavra para sermos instruídos a direcionar a vivacidade da nossa fé para o propósito eterno que nunca falhará. E, ainda, perante o desafio de agir de forma prática, tenhamos a humildade de, como os discípulos (Lc 17.5), clamarmos a Cristo: “aumenta a nossa fé”.


Pedro André C. de Alcântara

Presidente da COMOCEB

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