CONDUZINDO NOSSOS FILHOS A DEUS

Pais com espírito nômades:

Em relação aos nossos filhos, podemos dizer que temos no nosso meio, muitos pais com pensamentos primitivos. Os nômades é que desfrutavam de algo e não trabalhavam para que a próxima geração desfrutasse também. A falta de conhecimento sobre a agricultura é que faziam estes povos não plantarem para que as gerações futuras pudessem desfrutar da terra, como eles estavam desfrutando. A geração atual cristã, em alguns aspectos, precisa atentar para que não incorra na mesma prática, não se preocupando em orientar, ensinar e conduzir os filhos a viverem de modo verdadeiro os princípios cristãos. São pais que desfrutam de um lar guiado pelo evangelho e não trabalham para que as gerações futuras também vivam neste ambiente, não se preocupam em plantar a semente da Palavra nos corações dos filhos.

O Norte Europeu hoje vive um estilo de vida totalmente secular, alienado dos princípios cristãos porque as gerações anteriores em algum momento falharam neste aspecto, agiram como nômades, não trabalhando para que as gerações futuras desfrutassem de um ambiente cristão, como eles desfrutaram. Precisamos nos atentar e entender que grande parte do estilo de vida que temos hoje, só é possível pela priorização dos princípios cristãos. A comunhão no lar, a boa conduta, os bons costumes, que hoje uma família alcançada pelo evangelho desfruta em seu lar, são frutos que foram gerados sobretudo, dentro de uma atmosfera cristã e isto não se perpetuará se não for feito um trabalho de plantio.

Quero apresentar três quadros emblemáticos de figuras bíblicas que podem nos ensinar sobre alguns aspectos desta importante tarefa. Todas elas mostram a figura de seus filhos com seus pais envolvidos na relação com Deus.


Abraão e Isaque

A primeira é a cena emblemática de Gênesis 22. Esta cena possui várias vertentes nas suas aplicações, significados diferentes são dados a cada parte daquele episódio registrado por Moisés. O aspecto no entanto que quero destacar, que é importante na relação pai, filho e as coisas de Deus é a robustez da fé de Abraão, a tal ponto de o filho se submeter, mesmo sem entender de maneira profunda, o que se passava.

Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?

E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos. Gênesis 22:7,8

A fé ativa e quase palpável de Abraão exerceu grande influência na disposição do filho de acompanhar o pai naquele serviço a Deus.

A convicção, que é fruto de uma fé ativa é importantíssima nesta tarefa de conduzir nossos filhos a Deus. Os filhos serão grandemente influenciados pelos pais se encontrarem nos pais esta intensidade e coerência no que creem. O pai que se preocupa em deixar o legado do cristianismo aos seus filhos precisa desenvolver uma fé ativa e concreta.


Ana e Samuel

A segunda cena que nos indicará outro aspecto importante desta tarefa de conduzir os filhos a Deus é a cena do final do capítulo primeiro de 1Samuel. Onde Ana leva seu filho Samuel até a Casa de Deus em Siló. Todo este gesto está carregado de um senso de gratidão a Deus pelo o que Ele tinha feito, expressado pela oração de Ana registrada no capítulo seguinte.

Então orou Ana, e disse: O meu coração exulta ao SENHOR, o meu poder está exaltado no SENHOR; a minha boca se dilatou sobre os meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação. 1 Samuel 2:1

Creio que, o que levou Samuel a viver uma vida dedicada ao Senhor e não desenvolver nenhum sentimento de rejeição ao ser entregue por seus pais aos cuidados do sacerdote foi observar a alegria e a gratidão que Ana demonstrou. Este contentamento com os feitos de Deus influenciou a Samuel, implantou desde cedo em seu coração a visão de um Deus bom que valia a pena confiar e se dedicar.

Os pais que desejam ver seus filhos vivendo dentro da palavra de Deus precisam ter o cuidado de demonstrar, não outro sentimento para com Deus, se não o de contentamento e a alegria de servir a Deus. Muitos pais perdem seus filhos para o estilo de vida mundano na mesa de jantar, não tendo o cuidado em suas palavras. Ao invés de demonstrar a gratidão que Ana teve, externam seus descontentamentos, sem pensar na visão de evangelho que está sendo passado aos filhos. Se queremos que nossos filhos andem nos passos que andamos na caminhada cristã eles precisam ver em nós a alegria e contentamento que temos em Deus.


Jairo

Por último, um importante aspecto deste tema, se encontra em um episódio narrado em todos os evangelhos sinóticos, onde Jairo busca a Jesus, para que salvasse sua filha de uma enfermidade mortal. Um dos sentimentos latentes que Jairo tinha, ao procurar Jesus, era de que só Jesus representava a esperança de que a sua filha, mesmo naquele estado grave, poderia ser salva.

E eis que chegou um homem de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa; Porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. Lucas 8:41,42

Este senso de “não há outra saída a não ser proporcionar o encontro de minha filha com Jesus para que ela possa ser salva” é que culminou com a restauração da vida aquela menina. Jairo tinha uma forte convicção de que era vital e extremamente necessário promover o encontro de Jesus com sua filha. Somente a ação de Jesus é que a salvaria.

Apesar de ser um sentimento situacional, entendo que este sentimento de Jairo é algo que todos os pais necessitavam ter. Promover o encontro de nossos filhos com Jesus é indispensável, fundamental para que nossos filhos possam ser salvos. Falo de algo que é muito mais importante do que a própria vida aqui neste mundo, falo de vida eterna, que só Jesus pode dar.

Jairo possuído por este sentimento, se joga aos pés de Jesus em um clamor intenso. Que falta faz este tipo de ação em nosso meio! Pais observando de maneira acomodada seus filhos se voltando de maneira lenta para os caminhos de morte nos quais adverte Provérbios 16:25: “Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”, e não fazem nada.


Conclusão:

Não por acaso, nossa sociedade prolifera problemas sociais na mesma proporção, que se afasta dos princípios cristãos. Podemos aplacar esta ação, pelo menos em nosso lar. Nossos filhos precisam conhecer a Jesus. Por isso devemos buscar viver o evangelho com uma fé ativa e contagiante, demonstrar alegria e gratidão no serviço a Deus e mesmo que nossos filhos se encontrem em uma situação em que dificilmente eles buscariam a Jesus, não devemos ficar parados, mas nos lançar aos pés de Jesus, em oração, clamando pela ação sobrenatural de Deus em tocar seus corações, só Ele pode fazer isso e trazer a salvação necessária a eles. Deus não nos cobrará a conversão de nossos filhos, mas ele requererá de nós a tarefa de conduzirmos eles a Deus.


Pr. Jessé Leite

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