Uma Igreja Amorosa Cresce

“acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição” - Cl 3.14


Por gostar muito de corais musicais, certa vez resolvi participar de um coral da Universidade em que estudava. Que decepção!! Os participantes eram ásperos uns com os outros, alguns queriam que sua voz se destacasse, outros reclamavam e criticavam. Percebi, então, que uma das coisas que eu mais apreciava nos ensaios dos corais evangélicos era o ambiente cheio de afetividade, o que faltava ali.


Muitas de nossas igrejas têm esse mesmo ambiente aconchegante, permeado pelo amor! As pessoas chegam e não querem mais deixar de frequentá-las! Como elas conseguiram ser amorosas? Quais são as características desse ambiente?


O apóstolo Paulo falou aos cristãos colossenses (Cl 3.12-17) sobre o amor como o “vínculo da perfeição”. Ele começou lembrando àqueles irmãos que Deus os elegeu e que, em Cristo, eles receberam a posição de “santos e amados” (v.12). Pedro no mesmo sentido nos ensina que somos sacerdotes reais e povo de propriedade exclusiva de Deus. Somos gente muito amada (1 Pe 2.9).


Pessoas convictas de que são totalmente aceitas e amadas, mesmo com suas limitações e imperfeições, são as mais capacitadas a amar as outras porque estão emocionalmente nutridas (IJo 4.19).


Falando sobre o tema, Christian Schwarz explica que o amor não se resume a um sentimento, tão somente, mas é principalmente uma decisão que se manifesta por meio de três aspectos. O primeiro deles é a “verdade”, temos que ver a verdade com os olhos de Deus. Outro aspecto é a “justiça” como a expressão de uma moral que vai muito além de uma lei escrita, exemplificada por Cristo no Sermão do Monte (Mt 5-7). E, finalmente, vem a “graça”, expressada através de uma atitude que irradia calor, aceitação e alegria, que tem como referencial a aceitação amorosa de Deus. Essas três dimensões do amor são manifestadas por meio do fruto do Espírito porque, afinal, este fruto precisa tornar-se visível por meio de ações[1].


Nisto, ele uniu-se ao apóstolo Paulo que ao utilizar a palavra “revesti-vos” (Cl 3.12) indica algo como um invólucro, uma cobertura. Quando as pessoas se relacionarem conosco e observarem nossas atitudes verão esse “revestimento” que são as ações e reações cheias de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão e de longanimidade (paciência). Falando aos gálatas Ele acrescenta, ainda como parte do amor, a “alegria” (no Senhor), a “paz”, a “benignidade” (amabilidade), a “fidelidade” e o “domínio próprio” (Gl 5.22-23).

Como o amor é fruto do Espírito Santo, é certo que precisamos estar sob sua autoridade e direção para que Ele faça nascer e crescer esse “fruto” em nossas vidas.


Ao dizer “acima de tudo isto, porém, esteja o amor” (v.14), Paulo indica que somente no ambiente onde as pessoas exercitam e expressam o fruto do Espírito é que elas serão capazes de suportar os defeitos, pecados e limitações dos outros; de se perdoarem; de desfrutarem da paz de Cristo; de receberem a Palavra; de se instruírem mutuamente em toda a sabedoria; e de expressarem louvor a Deus com gratidão em seus corações (Cl 3.13-17). Paulo sabia que se o amor não fosse a motivação de todas essas boas atitudes elas seriam como o “címbalo que retine”, sem proveito algum (1Co 13.1-3).


Peçamos a Deus que o fruto do Espírito Santo se manifeste aos outros por nossas atitudes até que as nossas igrejas sejam um agradável e edificante ambiente fraternal cheio do amor de Deus. Assim elas serão praticamente irresistíveis, e isto explica por que as igrejas amorosas estão entre as que mais crescem!

Valdenice Pimenta de Araújo

Editora da Revista Cristã Evangélica

@valdenicepimenta


[1] Schwartz, Christian A. –As 3 cores do amor: a arte de compartilhar a justiça, a verdade e a graça. Curitiba, PR. Editora Evangélica Esperança. Pgs.20-35.

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